A história de Oxalufã, o Ekodidé e Oxum

A história de Oxalufã, o Ekodidé e Oxum

 

Oxum, filha de Oxalufã e Iemanjá, deusa das cachoeiras, foi escolhida para guardar as roupas e os adereços de festa do pai. Ela tinha o maior cuidado e, por isso, causava inveja entre os outros Orixás e as mucamas (empregadas). Estas, com raiva de Oxum, fizeram um ebó (feitiço) na véspera da festa de Oxalufã para que Oxum sangrasse pelas partes genitais. Oxum sentiu o sangramento, mas, como tinha a obrigação de cuidar das roupas do pai, assim o fez e se esqueceu do juramento que fez de só pegar nas vestes de Oxalufã totalmente purificada e vestida de branco. As mucamas que fizeram o ebó e que sabiam do sangramento de Oxum, foram a Oxalufã e fizeram o Ejó (fuxico ou intriga). Oxalufã, indignado, pôs Oxum para fora do reino. Esta, chorosa, foi a procura de sua mãe Yemanjá que, ao descobrir que as mucamas tinham feito um ebó contra Oxum, mandou pegar um acodidé (uma pássara com penas vermelhas), torrou as penas e fez com eles um chá para Oxum. Esta bebeu o chá e parou de sangrar. Oxalufã, ao saber de tudo, castigou as culpadas e pediu desculpas à Oxum. A partir de então e como castigo, todas as mulheres na puberdade e até a idade na qual elas perdem o poder de procriar, sangram - ficam bajé ou menstruadas - uma vez por mês.

                 

O Candomblé

 O Candomblé

 

O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil no período em que os negros desembarcaram para serem escravos. Nesse período, a Igreja Católica proibia o ritual africano e ainda tinha o apoio do governo, que julgava o ato como criminoso, por isso os escravos cultuavam seus Orixás, Inquices e Vodus omitindo-os em santos católicos.

Os orixás, para o candomblé, são os deuses supremos. Possuem personalidade e habilidades distintas, bem como preferências ritualísticas. Estes também escolhem as pessoas que utilizam para incorporar no ato do nascimento, podendo compartilhá-lo com outro orixá, caso necessário.

Os rituais do candomblé são realizados em templos chamados casas, roças ou terreiros que podem ser de linhagem matriarcal (quando somente as mulheres podem assumir a liderança), patriarcal (quando somente homens podem assumir a liderança) ou mista (quando homens e mulheres podem assumir a liderança do terreiro). A celebração do ritual é feita pelo pai de santo ou mãe de santo, que inicia o despacho do Exu. Em ritmo de dança, o tambor é tocado e os filhos de santo começam a invocar seus orixás para que os incorporem. O ritual tem no mínimo duas horas de duração.

O candomblé não pode ser igualado à umbanda. No candomblé, não há incorporação de espíritos, já que os orixás que são incorporados são divindades da natureza; enquanto na umbanda, as incorporações são feitas através de espíritos encarnados ou desencarnados em médiuns de incorporação. Existem pessoas que praticam o candomblé e a umbanda, mas o fazem em dias, horários e locais diferentes.

Orixá Okô

Orixá Okô

 

O Orixá Okô é o orixá da agricultura. Chibata de couro, cajado de madeira. Toca uma flauta de osso. Veste branco.

OKô

Divindade da agricultura, ligado a colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra. Orixá NAGO, pouco conhecido no Brasil. Na época em que os escravos aqui chegaram, não deram muita importância a este Orixá, considerando como Orixá da agricultura, em seu lugar, ÒGÚN, e dos grãos a OBALÚWÀIYÉ.

Quando se manifesta leva um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores, traz uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade, é confundido com Oxalá, pois veste-se de branco. Seu ÒPÁSÓRÒ, no Brasil, é confeccionado em madeira. Sendo um Orixá raro, tem poucas qualidades conhecidas. É um Orixá rico.

QUALIDADES:

- ETEKÒ, Caminha com OSOGUIAN, é inquieto. Vive nas matas e come todo tipo de comida branca.

- LEJUGBÉ, é muito confundido com Oxalá por ser muito vagaroso e indeciso.

Muito chegado a AYRÀ. Come com YEMONJA e OSÀLÚFÓN. Come, também, todo tipo de comidas branca.

Oyá dá a luz a Egungun

 Oyá dá a luz a Egungun

 

Oyá não podia ter filhos e foi buscar o conselho de um babalaô, que revelou que ela só poderia ter filhos se fosse possuída com violência por um homem.

Um certo dia, Xangô a tomou de forma violenta e deste ato nasceram nove filhos, onde oito deles eram mudos.

Oyá procurou novamente o babalaô que recomendou oferendas, e assim ela fez.

Tempos depois nasceu mais um filho de Oyá que não era mudo, mas tinha uma voz estranha, rouca, profunda e cavernosa.

Esse filho se chamava Egungun, o antepassado que fundou cada família.

Hoje, quando Egungun volta para dançar entre seus descendentes, usando ricas máscaras e roupas coloridas, somente diante de uma mulher ele se curva.

Somente diante de Oyá, sua mãe, Egungun se curva.

O NASCIMENTO DA UMBANDA E SUAS RAÍZES

O NASCIMENTO DA UMBANDA E SUAS RAÍZES

 História

As raízes da umbanda são difusas. Segundo os umbandistas, ela foi criada em 1908 pelo Médium Zélio Fernandino de Moraes, sob a influência do Caboclo das Sete Encruzilhadas

Antes disso, já havia, de fato, o trabalho de guias (pretos-velhos, caboclos, crianças), assim como religiões ou simples manifestações religiosas espontâneas cujos rituais envolviam incorporações e o louvor aos orixás. Entretanto, foi através de Zélio que se organizou uma religião com rituais e contornos bem definidos à qual deu-se o nome de umbanda.

Nesta época, não havia liberdade religiosa. Todas as religiões que apontavam semelhanças com rituais afros eram perseguidas, os terreiros destruídos e os praticantes presos.

Em 1945, José Álvares Pessoa, dirigente de uma das sete casas de umbanda fundadas inicialmente pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, obteve junto ao Congresso Nacional a legalização da prática da umbanda. A partir daí, muitas tendas cujos rituais não seguiam o recomendado pelo fundador da religião, passaram a dizer-se umbandistas, de forma a fugir da perseguição policial. Foi aí que a religião começou a perder seus contornos bem definidos e a misturar-se com outros tipos de manifestações religiosas. De tal forma que hoje a umbanda genuína é praticada em pouquíssimas casas. Hoje, existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências que utilizam a palavra umbanda, como as indígenas (Umbanda de Caboclo), as africanas (Umbandomblé , Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de santos católicos aos orixás africanos) é muito comum.                                                          

 A Umbanda precisa ser explicada, por ser uma religião ainda em formação; é mal compreendida por muitos.  Sabemos que grande parte de nossa dificuldade resiste no fato da existência de várias correntes de pensamentos doutrinários e de heranças religiosas herdadas e adaptadas vindas de outros seguimentos religiosos quando do nascimento da Umbanda. A Umbanda é uma religião essencialmente brasileira porque, apesar de ter se baseado em cultos afros (candomblés), kardecistas, católicos, indígenas e com doutrinas e rituais absorvidas de outras fontes, desenvolveu-se e consolidou-se em um credo apropriado a evolução, temperamento, cultura e anseio do povo brasileiro.

 

 Pelo imenso número de adeptos que cresce a cada dia, não será difícil um dia idealizarmos um código e uma ritualística

Padronizada que irá uniformizar tornando homogênea com uma base única.

Assim as discrepâncias que hoje vemos, aos poucos através da participação e colaboração de todos os seguidores e simpatizantes

 Que se interessam em aprender realmente a doutrina e a ritualística umbandista se tornará clara e todos poderão ver, quanta injustiça

 Se foi feita a esta religião, que somente prega o bem, ensina o amor e o respeito para com todos através da caridade.

 É difícil de se precisar o surgimento da Umbanda.  Várias histórias foram escritas, algumas sem confirmações e outras que não fazem sentido. 

Mas para se entender corretamente a Umbanda é preciso primeiro compreender como foram formadas as suas raízes e

Quais foram as doutrinas absorvidas de outros seguimentos.

 É certo e verdadeiro, que muitas práticas de vários outros seguimentos religiosos foram absorvidos na ritualística umbandista ,sem que possamos precisar exatamente quando e de que forma ocorreu, mas é visto dentro de vários templos com naturalidade.  Na sua raiz a Umbanda têm nos cultos aos Orixás africanos, no kardecismo, na Igreja Católica e no povo Indígena (índios), as

Principais influências que marcaram e colaboraram na sua formação.

 Os fatos históricos e a ritualidade praticada nos dias de hoje, por si só confirmam as influências das religiões (Candomblé –

Católica – Kardecista – Indígena) na Umbanda.

 

 

PRETOS-VELHOS

PRETOS-VELHOS

 

HISTÓRIA

As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.

Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França.

Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:

Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África.

Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos.

No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.

Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos;  cabindos ; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês.

A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituíam uma parte selecionada da população.

Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": Pau, Pano e Pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga  Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum).

Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea.

A Legião de espíritos chamados "Pretos- Velhos" foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África.

Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.

Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza.

Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece.

Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece.

O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.

FORMAÇÃO DA FALANGE DOS PRETOS-VELHOS NA UMBANDA

Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos- Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.

Os Pretos- velhos são nossos Guias ou Protetores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos- Velhas almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de  se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.

O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos- Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).

O NOMES DOS PRETOS-VELHOS

Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade das Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.

As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D'Angola).

O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.

No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os "Psicólogos da Umbanda".

Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos- Velhos:

Pai  Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D'Angola, Pai  Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D'Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai  Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó  Chica , Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.

Obs: Normalmente os Pretos- Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia).

ATRIBUIÇÕES

Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.

Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos -Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma.

Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de um  Pretos- Velhos.

Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o Preto-Velho não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???".

Esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda.

O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma, pois ele é energia viva e condizente  de luz, a forma é apenas uma consequência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são , caso tenham autorização.

Por isso, se você for falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.

Para muitos os Pretos- Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são psicólogos , amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos  obsessores  e  kiumbas.

 

A MENSAGEM DOS PRETOS- VELHOS

A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.

Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha, essas pessoas preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem ser aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro. Muitas  pessoas  vem aqui buscar  lã e saem  tosquiadas ; acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade".

Essa é a sabedoria dos Pretos- Velhos...

Os Pretos- Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.

 

Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida:

"Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano).

 

CARACTERÍSTICAS:

Linha e Irradiação

Todos os Pretos -Velhos vem na linha de Obaluaiê, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.

Fios de Contas (Guias)

Muitos dos Pretos -Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.

 

Roupas

Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas- Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos 8i-Velhos às vezes usam chapéu de palha.

 

Bebida

Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).

 

Dia da semana: Segunda- feira

Chakra  atuante: básico ou sacro

Planeta regente: Saturno

Cor representativa: preto e branco;

Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”)

Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.

 

Obs: Os Pretos- Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

COZINHA RITUALÍSTICA

Tutu de feijão preto

Mingau das almas

É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de tapioca

Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha.

Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.

Obs: Nas sessões festivas de Pretos- Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijão preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.

 

FORMAS INCORPORATIVAS E ESPECIALIDADE DOS PRETOS-VELHOS:

 

Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um "peso" nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá, etc...) e depois sentam e praticam sua caridade (Podemos encontrar alguns que se mantém em pé).

É possível ver Pretos- Velhos dançando, mais esse dançando é sutil, e apenas com movimentos dos ombros quando sentados.

Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas.

A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos- Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham.

Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:

Pretos- Velhos De Ogum

São mais rápidos na sua forma incorporava e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.

São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.

São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e "medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.

Pretos- Velhos De Oxum

São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.

Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.

São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. Às  vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.

 

Pretos- Velhos De Xangô

Sua incorporação é rápida como as de Ogum.

Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.

Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

Pretos- Velhos De Iansã

São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.

Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.

Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.

Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.

Pretos- Velhos De Oxóssi

São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.

Esses Pretos- Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.

Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi.

Pretos- Velhos De Nanã

São raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.

Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.

Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça.

Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.

É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.

São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função.

Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.

Pretos- Velhos De Obaluaiê

São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.

Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.

Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando, no entanto, de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar.

Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos- Velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.

Como trabalha para Obaluaiê, e este é o "dono das almas", esses Pretos- Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.

Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.

Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos- Velhos.

Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.

Pretos- Velhos De Yemanjá

São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.

Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares. Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar.

Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarrego e passes.

Pretos- Velhos De Oxalá

São bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.

Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos- Velhos.

Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom comportamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas.

Lenda do Jogo de Búzios

 Lenda do Jogo de Búzios

 

A origem dos Búzios se perde na noite dos tempos. Sua tradição está estreitamente ligada à cultura africana. Alguns estudiosos acreditam que a cultura africana vem dos tempos pré -egípcios, talvez atlantes. Conta a lenda que a estrela da manhã revelou a Orunmilá que todos os segredos e materiais da criação se encontravam numa concha de caramujo, dentro de um vaso que ficava entre as pernas de Obatalá. O jogo de Búzios, como é conhecido hoje, pode ser considerado uma variação do jogo de Opon lfá ou Opelê de lfá, que se desenvolveu na África. A consulta é realizada com 16 búzios, todos eles contendo aberturas. Cada búzio cai ou aberto ou fechado, e o conjunto das posições dos búzios vai definir qual é o orixá que preside aquele lançamento.

O QUE SERIAM ORIXÁS-ANCESTRAIS?

 O QUE SERIAM ORIXÁS-ANCESTRAIS?

 

Para os povos africanos, em particular, para os yorubás, fons e bantos, a religião é a base para sua existência diária.

Ainda pela manhã, os yorubás, por exemplo, fazem uma série de adúràs e orikìs, ou seja, rezas e invocações para que o dia corra bem. Durante o dia ainda, vários atos serão feitos lembrando sempre a tradição religiosa. Nas horas das refeições, enquanto a família estiver reunida também várias saudações serão feitas, agradecendo a Olódùmarè e aos Orixás-Ancestrais a graça da alimentação.

Agora, por que estes povos se portam assim?

Usamos o termo Olódùmarè por representar para o povo yorubá, “o criador de todas as coisas” ou “a divindade suprema acima dos Orixás-Ancestrais”.

Os povos de Ketu, Oyó, Ijesá, Ibadan e Ifé não só prestam culto à divindades naturais, mas também cultuam à ancestralidade, pois para os yorubás a reencarnação existe (atun wá), ou seja, a pessoa morre e renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia. Aí entra o orixá-ancestral de cada família que por tradição será o orixá-dominante de toda uma região. Por exemplo, Xangô em Oyó, Ogun em Irê, Oxum em Ijexá, Oxossy em Ketu e assim por diante.

Como podemos observar, esses orixás são patronos e dominantes de cada região, acreditando os yorubás serem eles ancestrais nestes lugares, isto é, viveram ou construiram estas regiões, como Xangô ainda em exemplo teria sido o maior Alafin ou rei de Oyó.

Como podemos entender é que lá na Nigéria os yorubás cultuam esses orixás como sendo seus antepassados, isto é, o culto à orixá está ligado ao culto da ancestralidade.

 

Oração a São Jorge

Oração a São Jorge

 

   Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos não me vejam e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus com sua Divina Misericórdia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

CRIAÇÃO DOS ORIXÁS

CRIAÇÃO DOS ORIXÁS

 

Na mitologia iorubá, como já foi dito, Olodumare também chamado de Olorun é o Deus supremo do povo Yoruba, que criou as divindades, chamadas de orixás no Brasil e irunmole na Nigéria, para representar todos os seus domínios aqui na terra, e são considerados ancestrais divinizados após à morte.

Olodumaré criou 16 ODUS (destinos possíveis). Cada um desdobra-se em mais 16 , denominados Omo-Odu, totalizando 256 odus.

E Ele fez quatro por dia, em quatro dias, que estão divididos nos quatro elementos da seguinte maneira:

Terra – Irosun (Calma), Obará (Riqueza), Eji-Laxeborá (Justiça), e Iká-Ori (Sabedoria )

Água – Eji-Okô (Dúvida ), Oxé (Brilho), Ossá (Alienação) e Eji-Ologbon (Meditação)

Ar – Eji-Oníle( Intranqüilidade), Ofun (Doença), Ogbé-Ogundá(Discernimento) e Alafiá (Paz )

Fogo – Okanran (Insubordinação), Etá-Ogundá (Obstinação) , Odi (Violência) e Owanrin (Pressa)

Elemento TERRA

Terra significa aprendizado e força, seu espírito nos traz estabilidade, sabedoria e poder. De seu ventre tiramos o alimento e o remédio para nossos males. A terra é regeneradora e transmutada. Vasos de plantas, flores, jardins e todos os tipos de cristais são os melhores representantes desse elemento em sua casa.

Elemento ÁGUA

Água é o elemento da emoção e do sentimento, do amor, da purificação. A Água é capaz de amolecer a rigidez da Terra, controlar e regular o poder do Fogo e também de dar emoção e sentimento ao Ar. Com propriedade purificadora inata, tem a capacidade de absorver energias estagnadas e negativas de um ambiente. E, em contrapartida, oferece vida, juventude, sabedoria e imortalidade.

Elemento AR

Ar traz consigo as energias da mudança e da transformação. De uma brisa suave a uma ventania ou um terrível furacão, o ar transforma tudo aquilo com o qual entra em contato. Mesmo uma leve brisa é capaz de transportar as sementes e o pólen das flores, fecundando e propiciando a renovação da vida.

Elemento FOGO

Fogo é um elemento ativo, de energia e de busca por conhecimentos e identidade. A ação é o fator básico deste elemento. O Fogo é o agente da criação e da transformação, por isso dá vida e aquece quando moderado. Pode ser também destrutivo e ressecante quando em excesso.

ODUS e ORIXÁS

Após criados os Odus, Olodumaré criou os Orixás, os primeiros seres. Cada um está ligado a um odu como segue-se abaixo:

 

- Okanran – Exu

- Eji-Okô – Ibeiji, Obá

- Etá – Ogundá – Ogum

- Irosun – Iemanjá e Eguns

- Oxé – Oxum e Logun-edé

- Obará – Xangô e Oxossi, por extensão Logun-edé

- Odi – Obaluaê e também Oxossi

- Eji-Oníle – Oxaguian (Oxalá mais moço)

- Ossá – Iemanjá e Iansã

- Ofun – Oxalufan ( Oxalá mais velho)

- Owanrin – Iansã e Exu

- Eji-Laxeborá – Xangô

- Eji-Ologbon – Nana e Omolu

- Iká-Ori – Oxumaré e Ewá

- Ogbé-Ogundá – Ossãe, Iroko e Inkice Tempo

- Alafiá – Os Oxalás (Orinxalá) Orunmilá.

 

Depois dos Orixás, o Todo Poderoso Olodumaré criou o homem. A ele, Olodumaré deu o Ori, (literalmente cabeça) a capacidade de pensar, discernir e criar.

Casa da Oxum Artigos Religiosos | Rua: Leon Nicolas, 80 Pinheirinho Curitiba-PR | Tel: (41) 3079 - 3036